PF encontra R$ 450 mil escondidos sob sofá em operação contra lavagem de dinheiro desviado da Saúde
PF encontra cédulas sob sofá em operação contra lavagem de dinheiro A Polícia Federal (PF) iniciou nesta terça-feira (30) a 2ª fase da Operação Anafór...
PF encontra cédulas sob sofá em operação contra lavagem de dinheiro A Polícia Federal (PF) iniciou nesta terça-feira (30) a 2ª fase da Operação Anafóra, para combater a lavagem de dinheiro oriunda do desvio de recursos públicos da saúde. Na 1ª etapa, há 4 anos, Washington Reis (MDB), ex-prefeito de Duque de Caxias e então candidato a vice-governador do RJ na chapa de Cláudio Castro (PL), foi um dos alvos. Agentes saíram para cumprir, no total, 14 mandados de busca e apreensão, sendo 10 expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros 4 expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) — alguns dos envolvidos têm foro privilegiado. Os mandados são cumpridos em endereços do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias. Em uma empresa ligada ao principal alvo da investigação, em Xerém, distrito de Duque de Caxias, agentes encontraram dinheiro escondido embaixo de um sofá durante as buscas. Depois de contabilizado, a PF informou que o dinheiro apreendido totaliza R$ 450 mil em espécie. PF encontra R$ 450 mil escondidos sob sofá em operação contra lavagem de dinheiro desviado da Saúde Divulgação 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A apuração dos atos de lavagem foi aprofundada após a deflagração da 1ª etapa da operação, em setembro de 2022. “Os investigados mantêm bens próprios em nome de terceiros, realizam despesas incompatíveis com sua condição financeira e participam de negociações vinculadas a imóveis”, declarou a PF. “Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros que venham a surgir no decorrer das investigações.” Dinheiro apreendido na 2ª fase da Operação Anafóra Divulgação/Polícia Federal O que diz Washington Reis “O presidente do MDB do Rio de Janeiro Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias, esclarece que não foi alvo da segunda etapa da Operação Anáfora, da Polícia Federal, e que as empresas citadas e alvos da operação executada hoje, 30 de junho, não são de sua propriedade, assim como não tem participação em nenhuma delas. O presidente do MDB esclarece ainda que colabora e sempre colaborou com as investigações e que nada foi encontrado que desabone sua conduta. Washington Reis esclarece também que é o maior interessado em que a Polícia Federal continue a investigação para que os culpados respondam pelos crimes cometidos.” PF deflagra a 2ª fase da Operação Anáfora Reprodução/TV Globo Relembre a 1ª fase Em setembro de 2022, a PF cumpriu 27 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estavam Washington Reis (MDB) e o empresário Mário Peixoto. Na época, Reis era candidato a vice na chapa de Cláudio Castro, que disputava a reeleição. Reis acabou trocado por Thiago Pampolha. Já Peixoto havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) após a Operação Favorito, de maio de 2020, apontado como beneficiário no esquema de corrupção do governo Wilson Witzel — que sofreu um impeachment com pouco mais de um ano de governo. A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) investigam um suposto favorecimento na contratação de uma cooperativa de trabalho pela Secretaria de Saúde de Caxias. O contrato e aditivos ultrapassaram R$ 563,5 milhões em pouco mais de 2 anos. De acordo com as investigações, a cooperativa é de uma quadrilha que desvia dinheiro público há anos, principalmente na área da saúde. “A cooperativa em questão pertence à estruturada e complexa organização criminosa que vem operando no Estado do Rio de Janeiro em um contexto de corrupção sistêmica, por meio de desvio de recursos públicos, em especial na área da saúde, há décadas”, afirmou a PF.