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Médico e funcionária são afastados de UPA de Nova Iguaçu suspeitos de venda de caneta emagrecedora

Médico e funcionária são afastados da UPA por comercialização de canetas emagrecedoras Um médico e uma funcionária foram afastados dos cargos que ocupava...

Médico e funcionária são afastados de UPA de Nova Iguaçu suspeitos de venda de caneta emagrecedora
Médico e funcionária são afastados de UPA de Nova Iguaçu suspeitos de venda de caneta emagrecedora (Foto: Reprodução)

Médico e funcionária são afastados da UPA por comercialização de canetas emagrecedoras Um médico e uma funcionária foram afastados dos cargos que ocupavam na UPA Patrícia Marinho, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) de que vendiam e aplicavam ilegalmente o medicamento Mounjaro, usado para emagrecimento. A decisão foi determinada pela 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, a pedido do MPRJ, durante uma operação realizada na tarde desta quinta-feira (14). Na ação, a Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público (CSI/MPRJ) cumpriu três mandados de busca e apreensão na unidade de saúde e em endereços ligados aos denunciados. A investigação foi conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial do Núcleo Nova Iguaçu e começou após uma denúncia anônima sobre a comercialização irregular do medicamento dentro da UPA. Segundo o Ministério Público, diligências realizadas pelo Grupo de Apoio aos Promotores do Núcleo de Investigação Penal (GAP/MPRJ) apontaram que pacientes eram orientados a aderir a um suposto tratamento para emagrecimento mediante pagamento. Ainda de acordo com a investigação, a substância era aplicada de forma ilegal durante o horário de funcionamento da unidade de saúde. Em nota, a Prefeitura de Nova Iguaçu informou que determinou o desligamento imediato dos envolvidos (veja a nota completa ao fim da reportagem). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça MP denuncia esquema de venda e aplicação ilegal de remédio emagrecedor em clínica da família de Nova Iguaçu De acordo com a denúncia, a funcionária realizava o atendimento inicial e intermediava os contatos com os pacientes, enquanto o médico era responsável pelas consultas e aplicações do medicamento, sem realização de exames ou adoção de protocolos médicos adequados. As investigações apontam ainda que eram cobrados R$ 150 por aplicação, com pagamentos realizados em dinheiro ou por PIX diretamente para a conta do médico. O MPRJ informou também que o produto era armazenado em ampolas, administrado com seringas e não possuía identificação de origem, registro sanitário ou autorização dos órgãos reguladores. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Médico e servidora são afastados da UPA de Nova Iguaçu por comercialização ilegal de Mounjaro MPRJ / Divulgação. Nota da Prefeitura de Nova Iguaçu "A Prefeitura de Nova Iguaçu esclarece que os profissionais citados na investigação eram contratados da Organização Social IDEAS, que era responsável pela gestão da Unidade 24h Patrícia Marinho, no bairro Jardim Paraíso, e não pertencem ao quadro de servidores da Secretaria Municipal de Saúde. O desligamento imediato dos envolvidos já foi determinado. Durante a operação realizada pelas autoridades, não foram encontrados na unidade os medicamentos citados na investigação, que, inclusive, não fazem parte da grade de medicações fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Prefeitura segue colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela apuração do caso e reforça que não compactua com qualquer conduta irregular na rede municipal de saúde. O município seguirá atuando com rigor, transparência e responsabilidade para garantir a correta prestação dos serviços públicos de saúde à população."